A pedra revestimento é utilizada para piso desde a mais remota antiguidade. A escolha de cada tipo de rocha vai depender de vários fatores: se interno ou externo, características de uso, resistência à abrasão, insolação, chuva, névoa, trânsito de pedestres e de veículos. Fatores como a sujeira decorrente de poeira, poluição e lixo e também influem.

Mais recentemente, aqui no Brasil, bons exemplos do emprego são as guias de calçadas, os paralelepípedos em ruas e o próprio calçamento das praças públicas, com as típicas calçadas em pedras portuguesas.

Além desses usos públicos, as pedras são usadas nas construções particulares revestindo o piso de varandas, pátios, bordas de piscinas e churrasqueiras. Nestes casos, entre as pedras usadas mais freqüentemente estão as do tipo São Tomé, mineira, goiana e também os granitos, mais adiante mostramos mais detalhes do uso de cada tipo de pedra.

Escolhendo o material certo

No revestimento de pisos de pedra em exteriores é preciso observar certas qualidades do material para promover uma maior durabilidade. De cara, deve-se atentar ao acabamento superficial, à cor, textura, e a resistência física e mecânica, especialmente para o dimensionamento de placas ou ladrilhos.

Além destes fatores, entre os motivos da escolha de pedras naturais para revestimento de piso externo estão a resistência, facilidade de reposição e, principalmente, o fato do material ser antiderrapante. Esta característica pode ser natural como, por exemplo, nas pedras São Tomé e Miracema, mas também pode ser conseguida industrialmente por meio de técnicas de acabamento superficial como o levigamento, fiamagem e o apicoamento.

Não existe uma regra geral no que diz respeito às propriedades físicas, químicas e mecânicas das rochas, especialmente para revestimento de pisos externos. Cada situação deve ser analisada conforme o local de aplicação. Por exemplo, na escolha da rocha para piso de garagem, a resistência mecânica e à abrasão são importantes pelo trânsito e peso dos veículos a que estará submetido.

A princípio não há restrições quanto ao tipo de rocha a ser utilizado nessas condições, mas é importante ter em mente que, quanto menor a resistência mecânica da rocha, maior a espessura a ser utilizada, fato que, em muitos casos, pode encarecer a obra. É importante também que o contrapiso seja feito de acordo, pois as rochas nada mais fazem do que transmitir a carga para o solo. Se este for fraco o pavimento vai se romper, com certeza, ao receber cargas, mesmo que as pedras continuem íntegras.

Normas técnicas

Esta norma estabelece diferentes classes de uso de pedras nos pisos e sugere as cargas mínimas de ruptura para cada tipo de solicitação como trânsito de pedestres, veículos leves, caminhões e outros. De acordo com esta norma, com base no parâmetro de resistência à flexão determinado em laboratório o projetista pode determinar as dimensões (espessura, comprimento e largura) -- vide norma ABNT NBR 12.763, Rochas para revestimento: determinação da resistência à flexão.

Outro parâmetro a ser observado é resistência da rocha ao desgaste abrasivo. Os mármores, rochas mais macias que os granitos e quartzitos, têm desgaste superior. A principal sugestão é não utilizar, lado a lado, materiais com desgastes muito diferentes.

Finalmente, é importante lembrar da questão da cor do material, principalmente no revestimento de bordas de piscinas, situação em que as rochas de cor clara são mais indicadas, pois tendem a ficar menos quentes, sob o sol, devido à menor absorção de calor.

 

PEDRA REVESTIMENTO